Futuro Sustentável

MudançasEstatísticas

01

Energias Renováveis

O futuro das Energias Renováveis e Sustentáveis passa por uma mudança na qual estão a Energia Solar, a Energia Eólica, a Energia de Biomassa e a já bastante implementada Energia Hidrelétrica.

02

Novo Sistema Financeiro

Relatório das Nações Unidas aborda renovação de sistema financeiro e economia global

03

5G Sustentável. Opiniões divergem

Huawei destaca redução do consumo de energia em seus sites 5G como medidas de sustentabilidade. Claro diz que tem muito oba-oba em cima do 5G, mas não conheço nenhum caso de uso matador para consumo

04

Tecnologia e Sustentabilidade

Hoje em dia chegamos ao ponto de que as questões relacionadas à tecnologia já não são exclusividade dos profissionais de TI. Fonte: Olhar Digital

Energias Renováveis

Energia renovável é gerada pelos recursos que são naturalmente reabastecidos e considerados inesgotáveis. Ela pode ser obtida por meio de hidrelétricas, captação eólica, solar e biomassa. As hidrelétricas não são mais um foco porque podem causar impactos negativos no meio ambiente. A biomassa ainda requer mais estudos e está um pouco mais distante de se tornar uma realidade. Portanto, os esforços atuais se concentram nas energias eólica e solar, que são abundantes no Brasil. Fonte: cebds

Energia Eólica

 

Como Surgiu

A energia eólica é renovável, limpa e é uma alternativa aos combustíveis fósseis, estando permanentemente disponível em qualquer região no Mundo.

A energia eólica “surgiu” com a crise do petróleo, nos anos 70. Um pouco por toda a Europa foi-se sentindo medo devido à escassez do petróleo, o que levou a procurar outras fontes de energia. No entanto, a origem da energia eólica não se situa exatamente na década de 70.

A origem da energia eólica é muito mais remota. Desde a antiguidade que se percebeu a força do vento. O vento era aproveitado nos barcos que se moviam impulsionados por este através de velas.

Os próprios moinhos trabalhavam graças à força do vento. Bombear água ou moer grãos para obter farinha eram conseguidos graças à energia do vento.

Como Funciona

Como funciona a energia eólica:

A energia do vento é transformada em energia elétrica através de um equipamento chamado turbina eólica (ou aerogerador), os quais incluem hélices que se movimentam com a velocidade do vento.

Um sistema eólico pode ser usado em três sistemas diferentes:

  • Sistema isolado: sistemas que se encontram privados de energia elétrica proveniente da rede pública, sendo utilizados para abastecer certas regiões
  • Sistema híbrido: sistemas que produzem energia elétrica em simultâneo com mais de uma fonte, nomeadamente painéis fotovoltaicos ou turbinas eólicas
  • Sistema interligado à rede: sistemas que inserem a energia produzida por eles mesmos na rede elétrica pública

A energia do vento pode, portanto, ser aproveitada e transformada em energia elétrica e mecânica.

Hoje em dia, a energia do vento é essencialmente aproveitada para produzir eletricidade. Esta transformação é conseguida através de aerogeradores. Os aerogeradores são colocados estrategicamente em zonas ventosas, que normalmente são em zonas de maior altitude.

O vento forte é capaz de rodar as pás de uma turbina. Um aerogerador comunica com um eixo central e este, por sua vez, é acoplado a uma caixa multiplicadora (Gearbox) onde a velocidade de rotação é incrementada, segundo características específicas de cada fabricante.

Os aerogeradores possuem um sistema capaz de controlar a velocidade do rotor de forma a manter uma velocidade estável com a variação da velocidade do vento. os mais elevados e for demasiado forte, impede a rotação muito rápida do aerogerador. O gerador ligado ao transmissor mecânico produz energia elétrica.

Uma concentração ou aglomerado de aerogeradores denomina-se de parque eólico, sendo utilizados para produzir energia elétrica, geralmente para alimentar localidades remotas e distantes da rede de transmissão.

Existem dois tipos de parques eólicos, onshore e offshore, os parques eólicos onshore encontram-se localizados em terra ao largo da costa marítima ou no interior. .

Os parques eólicos offshore são parques onde os aerogeradores são instalados no mar.

No Brasil

Energia eólica no Brasil:

O Brasil apresenta uma grande potencial eólico, sobretudo nas regiões sudeste, nordeste e sul do país. Infelizmente, o aproveitamento do seu potencial é pequeno, mas representa uma importante fonte de complementação à energia hidroelétrica, da qual o Brasil é fortemente dependente.

Com a criação do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa) em 2002, o setor elétrico no Brasil apresentou um rápido crescimento. Este incentivo proporcionou a instalação de novos geradores em diversas locais e, no final de 2006, o país já tinha uma capacidade de produção de 237 MW.

No ano 2013, o Brasil encontrava-se na 13ª posição no ranking dos países com maior produção de energia eólica, tendo obtido uma capacidade de 1000 MW em 2011, suficiente para abastecer 400 mil habitações.

A grande expetativa no Brasil é que, em 2020, possam ser extraídos cerca de 20 GW.

Vantagens e Desvantagens

Vantagens da energia eólica

  • Diminuição da dependência de combustíveis fósseis
  • Redução da emissão de dióxido de carbono na atmosfera
  • É inesgotável
  • Ótima rentabilidade de investimento (em cerca de 6 meses recupera a energia gasta com a instalação e manutenção)
  • Geração de emprego nas regiões

Desvantagens da energia eólica

  • Poluição visual, visto que parques eólicos são instalados em áreas livres para aproveitar da melhor forma os ventos
  • Poluição sonora proveniente do funcionamento dos equipamentos pode ser perturbador para a população local
  • Impatos sobre a fauna, nomeadamente a colisão de morcegos e aves
  • Variações signitificativas da velocidade do vento ao longo do ano, ou seja, nem sempre o vento sopra quando a eletricidade é necessária em determinado local

Fonte: Portal Energia

Energia Solar

 

Como Funciona

COMO FUNCIONA A ENERGIA SOLAR DE FORMA TÉCNICA:

O sistema funciona, basicamente, quando há sol. “Neste momento, a placa está gerando energia, e se naquele momento ninguém estiver usando ela tem que ir para algum lugar, no caso, para a distribuidora. Todo o sistema instalado funciona em paralelo à distribuidora”, ressaltou.

A explicação técnica do engenheiro eletricista revela que para se ter energia solar é preciso ter um equipamento ligado a um disjuntor da edificação e a responsável por fazer essa ligação é a distribuidora. “Existem dois grandes ramos associados a energia solar no aspecto econômico. O termo solar, que é para o aquecimento da água e o fotovoltaico, que é para a geração de energia. Esse fotovoltaico são as placas solares compostas, por sua vez, de células solares. A geração de energia solar nessa placa é contínua, mas a nossa vida é regida pela energia alternada – que são os equipamentos domésticos. Então, se eu gero energia nessa placa, eu tenho que conectá-la a um inversor que vai passar da corrente contínua para a alternada. Do inversor sairão dois fios que serão ligados ao quadro disjuntor da edificação. A energia solar também vai vir em paralelo”, explicou.

 

Fonte: Engeplus

Expansão

Expansão:

A energia solar, que tem como intuito diminuir a conta de energia, ainda é uma novidade para grande parte dos consumidores na região da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec). Segundo pesquisa realizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o sistema não é tão difundido na região Sul porque 55% das pessoas querem melhoras no financiamento para aderir ao sistema.

Apenas 20% acreditam que há pouca informação sobre o assunto, enquanto 20% acham que o preço do equipamento é caro. Esses dados foram apresentados pelo Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal) / UFSC.

Segundo o engenheiro eletricista Felipp Bittencourt Frassettoo Sul do Brasil é a área do país com o menor índice de insolação, mas ainda é melhor do que o lugar com o maior índice de insolação da Alemanha, país que mais usa energia solar per capita. “Se existe um dispositivo que consegue reverter a luz do sol para mim, porque eu não usaria? Claro que isso deve estar dentro do custo de cada um”, comenta Frassetto.

O engenheiro eletricista relembra que há dez anos, praticamente não existia energia solar na região Sul. “No Brasil, em 2017, haviam 10 mil instalações. Em 2018, esse número passou para 24.514”. Sobre o desconto na energia, ele afirma que “alguns clientes conseguem baixar a conta em até 10 vezes após instalar o equipamento da energia solar. Tem cliente que pagava R$ 180 e hoje paga R$ 20 na conta de energia para a distribuidora”, afirma.

Os elétrons livres são transportados pelo semicondutor até serem puxados por um campo elétrico. Este campo elétrico é formado na área de junção dos materiais, por uma diferença de potencial elétrico existente entre esses materiais semicondutores. Os elétrons livres são levados para fora da célula solar e ficam disponíveis para serem usados na forma de energia elétrica.

Ao contrário do sistema heliotérmico, o sistema fotovoltaico não requer alta irradiação solar para funcionar.

 

Fonte: Engeplus

Sustentabilidade

SUSTENTABILIDADE

Ao se instalar um Sistema Fotovoltaivo (SFV), o valor do imóvel também valoriza, segundo o engenheiro eletricista. “Seria como fazer uma melhora no imóvel. Dentre uma série de critérios (materiais utilizados na construção, destinação correta dos resíduos, da construção e do lixo dos moradores, etc), a utilização de fontes de energia alternativa também conta pontos para que construtoras consigam algumas certificações”, avalia Frassetto.

 

Fonte: Engeplus

Alguns Números a Respeito

Abaixo apresentamos algumas estatísticas a respeito do Tema

%

Crescimento da Energia Eólica no Mundo de 2001 a 2017

%

Crescimento da Energia Solar em 2019 (não confirmado)

%

Porcentagem de Energia da Biomassa até 2017 no Brasil

%

Porcentagem do uso de Energia Hidrelétrica no Brasil em 2019

Energia da Biomassa

 

O que é a energia da Biomassa

Na conceção da geração de energia, o termo biomassa aglomera todos os derivados recentes de organismos vivos que são utilizados como combustíveis ou para a sua produção desses mesmos combustíveis.

Do ponto de vista ecológico biomassa é a quantidade total da matéria viva existente em um ecossistema ou numa população quer animal quer vegetal. Estes dois conceitos estão por conseguinte interligados entre eles, embora sejam algo diferentes.

Simplificando podemos dizer que são designados por biomassa os resíduos sólidos naturais e os resíduos resultantes da catividade humana., ou seja são biomassa os subprodutos da pecuária, da agricultura, da floresta ou da exploração da indústria da madeira, etc.

É também considerada biomassa a parte biodegradável dos resíduos sólidos urbanos (lixo domestico).

Definição de Biomassa na geração de energia

Para a definição de biomassa no contexto da geração de energia não são contabilizados os tradicionais combustíveis fósseis, apesar de estes serem também derivados do ramo vegetal e mineral (são exemplos carvão mineral do ramo vegetal e o petróleo e gás natural do ramo mineral), no entanto estes são resultado de várias transformações que requerem vários milhões de anos para acontecerem.

A biomassa pode ser considerada um recurso natural renovável, contrariamente aos combustíveis fosseis.

 

Como a biomassa é utilizada

A biomassa é utilizada diretamente como combustível ou através da produção de energia a partir de processos de pirólise, gasificação, combustão ou co-combustão de material orgânico que se encontra presente num ecossistema.

A biomassa pode ser considerada um recurso natural renovável, contrariamente aos combustíveis fosseis.

 

Formas e Vantagens da Biomassa

Pirólise: através dessa técnica, a biomassa é exposta a supremas temperaturas sem a presença de oxigénio, mirando o acelerar da decomposição da mesma. O que sobra da decomposição é uma mistura de gases, líquidos (óleos vegetais) e sólidos (carvão vegetal).

Gasificação: assim como na pirólise, aqui a biomassa também é acalorada na ausência do oxigénio, originando como produto final um gás inflamável. Esse gás ainda pode ser filtrado, visando à remoção de alguns componentes químicos residuais. A diferença básica em relação à pirólise é o fato de a gaseificação exigir menor temperatura e resultar apenas em gás.

Combustão: aqui a queima da biomassa é realizada a altas temperaturas na presença abundante de oxigénio, produzindo vapor a alta pressão. Esse vapor geralmente é usado em caldeiras ou para mover turbinas. É uma das formas mais comuns hoje em dia e sua eficiência energética situa-se na faixa de 20 a 25%.

Co-combustão: essa prática propõe a substituição de parte do carvão mineral utilizado em urnas termoelétricas por biomassa. Dessa forma, reduz-se significativamente a emissão de poluentes. A faixa de desempenho da biomassa encontra-se entre 30 e 37%, sendo por isso uma escolha bem atrativa e económica atualmente.

A biomassa é considerada um recurso renovável.

Existem inúmeros benefícios na utilização da energia da biomassa, tem baixo custo de aquisição, as emissões não contribuem para o efeito estufa, é menos agressiva ao meio ambiente do que as provenientes de combustíveis fosseis diminuindo assim o risco ambiental.

Fonte: Portal Energia

 

Energia Hidrelétrica

 

O que é energia hidrelétrica

Energia hidrelétrica é o aproveitamento da energia cinética contida no fluxo de massas de água. A energia cinética promove a rotação das pás das turbinas que compõem o sistema da usina hidrelétrica para, posteriormente, ser transformada em energia elétrica pelo gerador do sistema

O que é uma usina hidrelétrica

Uma usina hidrelétrica é um conjunto de obras e equipamentos usados para produzir energia elétrica a partir do aproveitamento do potencial hidráulico de um rio. O potencial hidráulico é dado pela vazão hidráulica e pela concentração dos desníveis existentes ao longo do curso do rio. Os desníveis podem ser naturais (cachoeiras) ou construídos na forma de barragens ou através do desvio do rio de seu leito natural para a formação de reservatórios. Existem dois tipos de reservatórios: os de acumulação e os a fio d’água. Os de acumulação normalmente são formados nas cabeceiras dos rios, em locais que ocorrem altas quedas d’água e consistem em grandes reservatórios com grande acúmulo de água. Os reservatórios a fio d’água aproveitam a velocidade das águas do rio para gerar eletricidade, assim geram o mínimo ou nenhum acúmulo de água.

As usinas, por sua vez, são classificadas de acordo com os seguintes fatores: altura da queda d’água, vazão, capacidade ou potência instalada, tipo de turbina usada no sistema, barragem e reservatório. O local de construção dá a altura da queda e a vazão, e estes dois fatores determinam a capacidade ou potência instalada de uma usina hidrelétrica. A capacidade instalada determina o tipo de turbina, a barragem e o reservatório.

Segundo relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Centro Nacional de Referência em Pequenas Centrais Hidrelétrica (Cerpch, da Universidade Federal de Itajubá – Unifei) define a altura da queda d’água como baixa (até 15 metros), média (15 a 150 metros) e alta (superior a 150 metros). No entanto, essas medidas não são consensuais. O porte da usina também determina o tamanho da rede de distribuição que levará a energia elétrica gerada até os consumidores. Quanto maior a usina, maior é a tendência dela estar distante dos centros urbanos. Isso exige a construção de grandes linhas de transmissão que muitas vezes atravessam estados e causam perdas de energia.

Fonte: eCycle

Como Funciona

O sistema de uma usina hidrelétrica é composto por:

Barragem

A finalidade da barragem é interromper o ciclo natural do rio, criando um reservatório de água. O reservatório tem outras funções além de estocar água, como criação do desnível de água, a captação de água em volume adequado para a produção de energia e a regulação da vazão dos rios em períodos de chuva e de estiagem.

Sistema de captação (adução) de água

Compostos por túneis, canais e condutos metálicos que levam a água até a casa de força.

Casa de força

Nesta parte do sistema se encontram as turbinas conectadas a um gerador. O movimento das turbinas converte a energia cinética do movimento da água em energia elétrica por meio dos geradores.

Existem vários tipos de turbina, sendo pelton, kaplan, francis e bulbo os principais. A turbina mais apropriada para cada usina hidrelétrica depende da altura de queda e vazão. Um exemplo: a bulbo é usada em usinas a fio d’água por não exigir a existência de reservatórios e ser indicada para baixas quedas e altas vazões.

Canal de fuga

Após passar pelas turbinas, a água é restituída ao leito natural do rio pelo canal de fuga.

O canal de fuga está localizado entre a casa de força e o rio e seu dimensionamento depende do tamanho da casa de força e do rio.

 

Impactos Socioambientais

A primeira hidrelétrica foi construída no final do século XIX em um trecho das cataratas do Niágara, entre os Estados Unidos e o Canadá, quando o carvão era o principal combustível e o petróleo ainda não era muito utilizado. Anteriormente a isso, a energia hidráulica era usada apenas como energia mecânica.

Apesar da energia hidrelétrica ser uma fonte de energia renovável, o relatório da Aneel, aponta que sua participação na matriz elétrica mundial é pequena e está se tornando ainda menor. O desinteresse crescente seria um resultado às externalidades negativas decorrentes da implantação de empreendimentos de tal porte.

Um impacto negativo da implantação de grande empreendimentos hidrelétricos é a mudança no modo de vida das populações que residem na região, ou no entorno do local, onde será implantada a usina. É importante também ressaltar que essas comunidades muitas vezes são grupos humanos identificados como populações tradicionais (povos indígenas, quilombolas, comunidades ribeirinhas amazônicas e outros), cuja sobrevivência depende da utilização dos recursos provenientes do local no qual vivem, e que possuem vínculos com o território de ordem cultural.

Fonte: eCycle

5G é Sustentável?

 

A Favor

A Huawei divulgou, na semana passada, seu Relatório de Sustentabilidade de 2018, onde explica as quatro estratégias da empresa para a sustentabilidade: inclusão digital, segurança e confiabilidade, proteção ambiental e um ecossistema saudável e harmonioso. Entre os destaques, está a redução no consumo de energia por site 5G para 20% menos que a média do mercado, segundo a empresa.

Isso foi possível graças aos novos chipsets da Huawei, softwares de sistema, serviços profissionais e tecnologias avançadas de hardware e dissipação de calor. Essas tecnologias inovadoras tornaram o 5G da Huawei mais eficiente em termos energéticos. Com as soluções certas, o 5G será uma “tecnologia verde”, afirma a empresa.

Fonte: IPNews

Contra

A menos de um ano do leilão de espectro 5G projetado pela Anatel, a Claro Brasil ainda não vislumbra casos de uso sustentáveis que justifiquem altos investimentos imediatos na tecnologia – especialmente no que tange o mercado de TV por assinatura. A avaliação foi feita pelo vice-presidente de estratégia da operadora, Rodrigo Marques, durante o primeiro dia do PayTV Forum, iniciado nesta terça-feira, 30, em São Paulo.

“Tem muito oba-oba em cima do 5G, mas não conheço nenhum caso de uso matador para consumo. Não tem um modelo de negócio sustentável que justifique investimentos massivos, e TV por assinatura certamente não vai ser a vertical que vai justificar. Pode ter demandas específicas e localizadas para business, mas a TV por assinatura não depende do 5G para nada. Nosso problema está longe de ser a entrega”, afirmou Marques.

“Quem quer muito [o avanço do 5G] são os vendors [de infraestrutura de telecomunicações]. Fora isso, parte enorme dos consumidores nem tem 4,5G ainda. E se eu quiser distribuir TV por assinatura via rede celular, não preciso da rede 5G para fazer isso, posso usar o 4,5G”, completou o VP de estratégia da Claro Brasil, refletindo entendimento compartilhado por especialistas da indústria.

Vice-presidente de vendas, operações e logística da Sky, Sérgio Ribeiro seguiu na mesma direção ao apostar que a quinta geração de redes móveis não deve trazer “nada muito diferente” ao mercado de TV paga. Já o diretor de negócios de varejo da Algar Telecom, Márcio de Jesus, foi ligeiramente mais otimista, ainda que sem projetar grandes mudanças imediatas. “O 5G vai trazer mais abrangência porque nem todas as regiões têm Internet adequada para a transmissão de vídeo. Um deployment abrangente pode fazer o vídeo mais abrangente, mas não vejo nenhuma mudança disruptiva de sair de [entrega via] rede de fibra ou cobre para wireless”.

Fonte: teletime

Tecnologia e Sustentabilidade

 Hoje em dia chegamos ao ponto de que as questões relacionadas à tecnologia já não são exclusividade dos profissionais de TI

Internet das coisas, big data, blockchain, inteligência artificial, realidade virtual, cloud computing, 5G, impressão 3D e por aí vai. Todos estes itens são frutos da enérgica evolução tecnológica que progride de forma incontrolável. Todas essas tecnologias precisaram apenas dos últimos dez anos para surgir.

 

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Quando a máquina a vapor surgiu o ano era 1698. Somente em 1886 nós tivemos o primeiro carro. Em 1876, o telefone foi inventado. Depois de 20 anos, o rádio. Foi só em 1969 que tivemos o surgimento da internet. Sua popularização veio muito depois, apenas nos anos 90. Antigamente a tecnologia caminhava em direção a melhorias e a sua própria evolução, mas nem se compara à velocidade com que progride nos dias atuais.

Como o médico que curava através da ciência era visto com estranheza por aqueles que apelavam para as divindades, o profissional de TI, por alguns anos, também era encarado da mesma maneira pelo mercado. Os novos cursos que formavam esses profissionais em nada se pareciam com os tradicionais cursos como o de direito ou medicina. Talvez um pouco com engenharia, pela quantidade de números e proximidade do raciocínio lógico, mas ainda sim o tema era estranho.

No entanto, à medida que progredíamos em direção ao futuro buscando criar e inovar, os profissionais de TI passaram a ser mais procurados. Esse campo de atuação passou a se diversificar cada vez mais. Surgiram novas tecnologias, produtos, serviços, modelos de negócio, todos conduzidos pelo avanço e, consequentemente, foi preciso capacitar profissionais na mesma proporção.

Hoje em dia chegamos ao ponto de que as questões relacionadas à tecnologia já não são exclusividade dos profissionais de TI. Todas as profissões e atividades precisaram se ajoelhar perante a imponência da presença tecnológica em nossas vidas.

Nos últimos dois anos se ouve falar muito de segurança e proteção ligada a toda essa evolução tecnológica. Ora, a evolução tecnológica trouxe consigo riscos, ignorá-los pode ser a ruína dos modelos de negócio que buscam se diferenciar e reinventar acompanhando tantas mudanças, não ficando à mercê do tempo.

Mas qual a importância de segurança e proteção? Será que estas palavras não seriam o freio no desenvolvimento? Muitos empreendedores diriam que sim. Outros diriam que isso remete a um conservadorismo que não tem espaço num projeto de crescimento exponencial.

Pois bem, gerir ou criar um negócio é como construir uma casa. Quando a fundação e os alicerces não são fortes o suficiente, ou apresentam falhas que podem comprometê-la, esta estará fadada a desabar. Segurança e proteção agora são parte dos alicerces das empresas. Elas devem existir como padrão, desde a concepção do negócio. Somente assim podemos garantir a perpetuidade das organizações num ambiente como o atual, que serve de motivação para os criminosos cibernéticos que buscam provar o seu valor – como no faroeste, os malfeitores se orgulhavam das recompensas postas sob suas cabeças. Os hackers se orgulham da reputação e exposição a eles atribuída após um feito expressivo.

Se falarmos num ambiente cada vez mais conectado e dependente de tecnologia, e se lembrarmos dos ataques de 2017, veremos que sem os profissionais de TI e segurança muitas empresas ainda estariam se recuperando do golpe no estômago que lhes foi dado. O relatório Cyber Security Insights da Norton aponta que, em 2017, o Brasil foi o segundo país com o maior número de crimes cibernéticos no mundo, sendo superado apenas pela China. Mais de 62 milhões de brasileiros foram impactados de alguma forma, gerando um prejuízo de US$ 22 bilhões.   

Deve, portanto, o profissional de TI do futuro não conhecer apenas departamentos pertinentes à tecnologia, mas também de áreas como estratégia e administração, pessoas e projetos, pois esse tipo de colaborador passa a desenvolver um papel crucial de interlocutor entre os diversos setores da empresa, colaboradores, board e demais stakeholders.

A tecnologia e segurança podem representar uma oportunidade para os novos entrantes no mercado de trabalho. Sua qualidade e dedicação podem impactar drasticamente a sustentabilidade do negócio, que uma vez “fora do ar” pode não ter como se recuperar tão facilmente – da última vez nós tivemos a disrupção de serviços de infraestrutura crítica, foram milhares de vítimas espalhadas por 150 países e bilhões de dólares em prejuízos. Se a tendência é só crescer e evoluir, caso não estejamos preparados, o próximo ataque pode não ter volta.

Fonte: OLHAR DIGITAL

Novo Sistema Financeiro

 

Relatório da ONU aborda a Renovação

Um novo relatório das Nações Unidas envolvendo mais de 60 organizações internacionais alerta que uma revisão abrangente do sistema financeiro mundial é necessária caso governos queiram honrar compromissos para responder a questões críticas, como mudança climática e erradicação da pobreza até 2030. O documento apresenta uma série de recomendações sobre como gerar um sistema financeiro e uma economia global mais sustentável.

O relatório Financiamento para Desenvolvimento Sustentável afirma que alcançar os recursos necessários para implementar a Agenda 2030 não envolve apenas encontrar investimentos adicionais, mas também construir sistemas financeiros solidários e políticas ambientais, em nível nacional e global, que sejam favoráveis ao desenvolvimento sustentável. A Agenda 2030 é o plano de ação da ONU para as pessoas, para o planeta e para a paz.

Em entrevista à imprensa na quinta-feira (4), após lançamento do relatório, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse que o documento entrega uma “mensagem sóbria”, descrevendo um baixo crescimento de salários, um aumento da desigualdade e de dívida, além de estagnação dos níveis de ajuda humanitária no mundo.

A mudança climática, disse Mohammed, continua ameaçando desenvolvimento sustentável em todas as regiões. Apesar de compromissos internacionais para limitar um aumento nas temperaturas globais, emissões de gases causadores do efeito estufa aumentaram 1,3% durante o ano de 2017.

O relatório também mostrou que é cada vez mais difícil criar condições para gerar mudanças positivas. Entre as razões estão as mudanças rápidas em tecnologias, na geopolítica e no clima, além da incapacidade de adaptação de instituições nacionais e multilaterais.

Além disso, a desigualdade crescente minou a confiança de muitas pessoas no sistema multilateral. Em seu prefácio ao relatório, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse: “nosso desafio compartilhado é fazer com que os sistemas internacionais de comércio e finanças se encaixem no propósito de avançar o desenvolvimento sustentável e promover uma globalização justa”.

Recomendações para Uma Economia Sustentável

Apesar dos muitos problemas e impasses destacados no relatório, as organizações internacionais envolvidas concluíram que o interesse em desenvolvimento sustentável está crescendo na comunidade financeira. Segundo o documento, cerca de três quartos de investidores individuais mostram interesse em como seus comportamentos financeiros afetam o mundo.

O relatório também traz uma série de recomendações sobre formas de gerar um sistema financeiro e uma economia global mais sustentável. Estas formas incluem uma mudança para investimentos de longo prazo e a inclusão da sustentabilidade como fator central de risco; uma renovação do sistema de comércio multilateral; uma resposta à concentração dos mercados nas mãos de um pequeno número de companhias poderosas, o que não é limitado às fronteiras nacionais.

A vice-secretária-geral da ONU destacou que encorajar notas de crédito de longo prazo, impostos sobre carbono e a divulgação significativa de custos sociais e ambientais de negócios, são exemplos de incentivos alinhados com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Mohammed também pediu maior regulamentação para as tecnologias financeiras, conhecidas como fintechs. Embora estas tecnologias tenham permitido acesso de mais de meio bilhão de pessoas a serviços financeiros, possibilitando progresso da Agenda 2030 em países em desenvolvimento, reguladores lutam para manter o ritmo e, se estas tecnologias crescerem sem supervisão, podem colocar a estabilidade financeira em risco.

As conclusões do relatório serão discutidas entre 15 e 18 de abril no Fórum sobre Financiamento para Desenvolvimento, do Conselho Econômico e Social da ONU, onde Estados-membros analisam medidas necessárias para mobilizar financiamento sustentável.

Fonte: NAÇÕES UNIDAS BRASIL

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